SPD alerta para a necessidade de reduzir o risco cardiovascular nos diabéticos

Data: 2018-09-11

A Sociedade Portuguesa de Diabetologia (SPD) defende, na proposta de atualização das recomendações para o tratamento da hiperglicemia na diabetes tipo 2, que está em discussão pública até ao dia 20, que o tratamento dos doentes deve ser cada vez mais individualizado e num plano mais abrangente, por forma a acautelar o risco cardiovascular.

"É má prática não tratar com os novos fármacos, que diminuem o risco e a mortalidade cardiovascular, os doentes com diabetes tipo 2 que já tiveram um enfarte", refere o presidente da SPD, Dr. Rui Duarte, através de um comunicado. Na sua opinião, se existem fármacos que tratam a diabetes tipo 2, ao mesmo tempo que reduzem o risco cardiovascular e a consequente mortalidade ou favorecem a perda de peso, "devemos recorrer a eles para tratar a pessoa com diabetes de forma mais individualizada, promovendo a sua saúde geral".

Um diabético tem um risco de mortalidade por eventos cardiovasculares duas a seis vezes maior do que uma pessoa que vive sem a patologia. De acordo com dados do Observatório Nacional da Diabetes, esta doença constitui uma das principais causas de morte em Portugal. As doenças cardiovasculares estão associadas a um impacto económico significativo, uma vez que levam a mais internamentos hospitalares e a maiores custos com o tratamento das comorbilidades da diabetes tipo 2, sendo responsáveis pela maioria da despesa em saúde com a diabetes.

O documento final, além das recomendações gerais, inclui documentos de individualização terapêutica na diabetes para pessoas com excesso de peso, com insuficiência cardíaca, com doença renal crónica ou idade avançada. Será publicado na Revista Portuguesa de Diabetes, no próximo mês.

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